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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ao Mestre, aquele apoio

Dentro do casamento acabamos vivendo juntos as vitórias de nossos conjuges, acabamos estudando junto e nos apropriando dos conteúdos. Isso, certamente, acontece com meu marido e comigo como acontece com os demais casais. Acreditamos que o conhecimento e a cultura ocupam uma extensão tão vasta que acabamos nos especializando na profissão de nossos familiares e esposados.
Tendo esta percepção, os estudos agregam cada vez mais valor a nossa vida, pois acabamos dividindo nossas vivências com as pessoas que nos cercam e degustando diferentes experiências em todos os nossos meios de convivência social. Vendo sob esse prisma, almoço de domingo é um espetáculo principalmente quando reunem familiares de áreas diferentes. E, quando digo áreas, não digo sobre a formação, mas sobre as experiências de trabalho vividas e perfis profissionais.
A idéia inicial deste post é passar a importância de sabermos desfrutar dos conhecimentos alheios, sermos humildes, e saber transmitir o que temos de bom para dizer, sermos mais humildes ainda. Segundamente, dentro da humildade ser cumplice. Saber ser o pilar de quem precisa de socego para poder se concentrar. Abaixo, um agrado para quem faz uma dissertação de mestrado na última semana para a entrega.
As responsabilidades de um mestre: 
Ser humilde diante das pessoas que estudaram menos e tem muito a dizer;
Comprometer-se a aprender mais que a ensinar;
Amar o que faz e fazer ainda melhor;
Ser exemplo de competência e exercício;
Quer mais que um papel pode lhe conceder.

domingo, 20 de março de 2011

"O primeiro ano de Casamento"

Não podemos nos vestir galantes e ir a algum lugar muito caro neste dia, isso não teria o mesmo sabor que celebrar as ótimas recordações que vamos levar deste primeiro ano. Aprendemos muito sozinhos e crescemos individualmente.
Degustamos amostras de carinho na doçura de dois anjos que nos deixaram e, assim, nos preparam para a futura delícia que há de vir por aí. Nos mostraram que somos capazes de construir algo maior.

Uma ótima comemoração:
Sorvete de mãos dadas, uma massa suculenta, um soninho aconchegado, um beijinho na testa e pensar somente em nós. Um filme antigo e uma pipoca com guaraná.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sessão relax em casal - PlayGround

Você vai ao Shopping jogar com sua família? Você tem que experimentar. Desde o inicio de namoro descobri uma paixão que só jogo quando vou com meu marido, são os Fliperamas. São ótimos e rendem uma grana, pois sempre tem uns bonus a mais que acabamos ganhando e, olha que simples, é só não deixar uma bolinha cair - super barbada.
Estavamos precisando de uma sessão destas para descarregar os estresses acumulados e algumas chateações recentes - algumas vezes elas são mensais, mas temos vindo segurando a peteca.
A Conclusão foi, repetir mais vezes. É um ótimo programa de casal. Atiramos em um bando de monstros para que eles não nos perturbem durante essa semana e exercitamos não deixar a bolinha cair ou as chateações nos afetarem. Dei algumas pancadas em uns jacarés e ganhei uma bonicaquinha das Meninas Super poderosas - realmente me senti ao fim do dia, muuuuuito poderosa.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara.



Nos enchemos de projetos e metas, e isso é "maravilhosos" - como diria uma conhecida nossa - por que nos dá forças de esperança para viver cada dia melhor. Porém, o dia só tem 24 horas ou tem 24 horas, depende de nós próprios e de uma ajudinha companheira. A prioridade é total, tudo e nada dá para fazer hoje, depende de quem está do nosso lado.
Um casamento é assim, uma "corrida de bastão", um tenta agilizar um pouco a rotina do outro - um separa o lixo outro desce, um lava outro pendura...quase sempre assim - depende de "mim" dar exemplo ao meu marido, por exemplo, assim acabo condicionando as coisas e até mostrando que estou disposta sem cobranças. Não falo de perfeição, digo matemática.

Importante:
  • Honrar as combinações, para que a corrente não quebre;
  • Pensa adiante e ser empático. Saber prever o que o outro ou eu poderei precisar;
  • Organização;
Vale lembrar:
Nossa familia é uma empresa, portanto, temos clientes internos e externos. Vale aplicar 5 s´s, pilares, e etc de outras coisas administrativas que agente sabe que facilita muito trabalho institucional, mas sempre lembrando que todos somos sócios e cabe a cada a responsabilidade de manter o andamento. "Você é a cara da empresa".

segunda-feira, 28 de junho de 2010

PROPRIEDADE PRIVADA


Essa é uma foto que o meu marido tirou durante o jogo do Brasil contra o Chile, quando eu tinha recém acordado (tive uma jornada imensa de trabalho), onde me colocou um código de barras e disse que era uma placa de propriedade.


Como é bom ter alguém para chamar de seu como uma casa ou mp3. Estou falando sério, pois da mesma forma que conquistamos bens, por menores que pareceçam aos olhos alheios, intimamente eles são de grande valia. Assim são as relações, com o uso descuidado se desgastam e estragam, pior ainda, se cair quebram. Porém, qualquer pessoa há de convir que, antes os objetos que as relações, principalmente as familiares - o que inclui o marido também ou prioritariamente.
Assim como qualquer imóvel - a relação interconjugal ou intrafamiliar - precisa de alguns reparos constantemente e podemos dizer que uma reforma também é bem-vinda. Pode ser o maridão mudando o corte de cabelo ou a esposa fazendo uma dietinha escondida (até por que causa muito desconforto emocional não comer o que está afim a hora que quer e na quantidade que deseja, então vira até um pretesto para esconder o mau-humor a dieta, afinal, ele não pediu para que fizesse). Esses pequenos cuidados não são para beneficiar diretamente o respectivo conjuge, mas o próprio, pois de nada adianta uma casa bonita aos olhares dos expectadores externos se mantem internamente poucos móveis e nenhum enfeite, a casa tem que ser um lar quente de amor e felicidade. O mesmo podemos dizer, seriamente, dos papeis dos casais no lar, não que tenha que ser exatamente assim, mas a mulher é quem mantem a ordem estética enquanto o homem tem que estar em dia com a ordem de manutenção da casa (para a casa estar arrumadinha, tudo tem que estar funcionando. Não é novidade para ninguém que quando uma coisa estraga e não se providencia seu conserto, as demais coisas que se estragam vão se acumulando e quando se percebe estão envolvidos numa adaptabilidade que é desconcertante quando alguém vem visitar.

Antes de casar eu conhecia esse conceito, mas não dominava a prática. Hão demais situações as quais eu possuia uma base teórica de funcionamento, mas não percebia em que momento deveria ser aplicado, isso acontece com todo mundo e não reduz a minha culpa. Durante minha infância, minha mãe previu algumas situações - coisas de mãe - e me orientou como deveria proceder assim como um chefe treina seu funcionário, "mas quando um colega te treina é muito melhor". Lembro dos ensinamentos dessa minha mestre do viver, mas me questionava como uma divordiada podia me dar algum exemplo, sendo assim a pior preconceituosa que existe, a que pensa e não assume. O que me tranquiliza para escrever e publicar esse tipo de coisa é saber que minha mãe sabia desse meu preconceito sem que eu percebesse, e me entendia, não por ser minha mãe, mas por se sentir impotente quanto ao fato de não ter conseguido provar suas teses por meio de experimentação, assim me aconselhava de forma empírica apenas por não ter conhecimento referencial, mas dada uma boa conselheira matrimonial na época, hoje ela apenas me escuta. E tem uma agravante, os filhos só escutam as mães quando evidenciam identificação, percebem que os pais já sabem como se faz e já erraran até acertar.

De volta a propriedade privada. Assim com é bom ter alguém para chamar de seu, é bom se sentir de alguém e ser notada (o) por essa pessoa. Melhor ainda quando essa detecção ocorre por forma de brincadeiras ou elogios que ultrapassam o limiar do cotidiano, ou seja, quando os "olhinhos brilham". Amar é uma delícia, seja marido ou mulher, seja filhote ou filhota, seja maezona ou paezão e vale até sogrinha e sogrinho.


O "hoje em dia" de cada dia

"Começamos a identificar quando é amor quando começamos a achar certos defeitos e caracteristicas engraçadas, como a previsibilidade de algumas atitudes e até as brincadeiras que são, muitas vezes, as formas que encontramos para dizer o que realmente pensamos."(Karine e Rodrigo Donni, 2010)
E é assim que se iniciou nosso casamento de fato. Quando nos demos conta de que tinhamos chegado a Porto Alegre vindo da "cidade maravilhosa", e que logo voltariamos ao nosso dia-a-dia de trabalho e faculdade. Curtimos muito nossos momentos lá no Rio de Janeiro, mas também discordamos e brigamos, em alguns momentos pudemos inclusive perceber em que concordavamos e chegamos a nos tolerar por algumas horas. Em alguns momentos até fugimos juntos ou um do outro, e até de nós mesmo. Isso tudo aconteceu mesmo e acabou nos fortalecendo, pois estavamos ainda muito sintonizados nos compromissos estressantes da organização da festa e cerimônia do casamento e não conseguiamos nos habituar as novas perspectivas.
Um fator importante a se levar em consideração nesse novo núcleo de familia que vem a ser assumido, é que o passado fica no seu lugar e que o comprometimento com a familia aumenta, visto que agora a familia também aumenta, pois inegavelmente é tudo uma coisa só agora para o casal - as mães e os pais e os irmãos. A mensagem central deste parágrafo é a seguinte: "Sua felicidade nos próximos momentos, serão o reflexo das suas atitudes deste instante. Isso inclui assumir os próprios erros."
Providência Divína ou não, nesses dias que se passaram após o casamentos até hoje, situações apareceram e opiniões transpareceram, onde tivemos que aprender a respeitar-nos e até sermos cumplices. Tivemos que nos unir ainda mais para que pudemos conviver sentindo felicidade e satisfação em estarmos juntos. Tivemos que descobrir como era amar verdadeiramente o outro. Compreender por que o amor não tem medida nem intensidade e por que sua raíz está no amor que nossas mães tem por nós.
Tivemos que rezar, contar, respirar, ignorar e até ser tão sinceros um com o outro como nunca fomos antes. Pensavamos até então que viviamos uma relação clara e franca, mas tivemos que nos aperfeiçoar para que compreendessemos o que era o verdadeiro amor e como deviamos constituir nossa familia - montando a nossa base.

Desejo a casais que estejam se casando, que passem pelas mesmas coisas, para que assim esse amor seja forte o bastante para conseguir perseverança para casarem-se uma vez por ano, pelo menos, renovando seus votos e reforçando seu vínculo.