
Essa é uma foto que o meu marido tirou durante o jogo do Brasil contra o Chile, quando eu tinha recém acordado (tive uma jornada imensa de trabalho), onde me colocou um código de barras e disse que era uma placa de propriedade.
Como é bom ter alguém para chamar de seu como uma casa ou mp3. Estou falando sério, pois da mesma forma que conquistamos bens, por menores que pareceçam aos olhos alheios, intimamente eles são de grande valia. Assim são as relações, com o uso descuidado se desgastam e estragam, pior ainda, se cair quebram. Porém, qualquer pessoa há de convir que, antes os objetos que as relações, principalmente as familiares - o que inclui o marido também ou prioritariamente.
Assim como qualquer imóvel - a relação interconjugal ou intrafamiliar - precisa de alguns reparos constantemente e podemos dizer que uma reforma também é bem-vinda. Pode ser o maridão mudando o corte de cabelo ou a esposa fazendo uma dietinha escondida (até por que causa muito desconforto emocional não comer o que está afim a hora que quer e na quantidade que deseja, então vira até um pretesto para esconder o mau-humor a dieta, afinal, ele não pediu para que fizesse). Esses pequenos cuidados não são para beneficiar diretamente o respectivo conjuge, mas o próprio, pois de nada adianta uma casa bonita aos olhares dos expectadores externos se mantem internamente poucos móveis e nenhum enfeite, a casa tem que ser um lar quente de amor e felicidade. O mesmo podemos dizer, seriamente, dos papeis dos casais no lar, não que tenha que ser exatamente assim, mas a mulher é quem mantem a ordem estética enquanto o homem tem que estar em dia com a ordem de manutenção da casa (para a casa estar arrumadinha, tudo tem que estar funcionando. Não é novidade para ninguém que quando uma coisa estraga e não se providencia seu conserto, as demais coisas que se estragam vão se acumulando e quando se percebe estão envolvidos numa adaptabilidade que é desconcertante quando alguém vem visitar.
Antes de casar eu conhecia esse conceito, mas não dominava a prática. Hão demais situações as quais eu possuia uma base teórica de funcionamento, mas não percebia em que momento deveria ser aplicado, isso acontece com todo mundo e não reduz a minha culpa. Durante minha infância, minha mãe previu algumas situações - coisas de mãe - e me orientou como deveria proceder assim como um chefe treina seu funcionário, "mas quando um colega te treina é muito melhor". Lembro dos ensinamentos dessa minha mestre do viver, mas me questionava como uma divordiada podia me dar algum exemplo, sendo assim a pior preconceituosa que existe, a que pensa e não assume. O que me tranquiliza para escrever e publicar esse tipo de coisa é saber que minha mãe sabia desse meu preconceito sem que eu percebesse, e me entendia, não por ser minha mãe, mas por se sentir impotente quanto ao fato de não ter conseguido provar suas teses por meio de experimentação, assim me aconselhava de forma empírica apenas por não ter conhecimento referencial, mas dada uma boa conselheira matrimonial na época, hoje ela apenas me escuta. E tem uma agravante, os filhos só escutam as mães quando evidenciam identificação, percebem que os pais já sabem como se faz e já erraran até acertar.
De volta a propriedade privada. Assim com é bom ter alguém para chamar de seu, é bom se sentir de alguém e ser notada (o) por essa pessoa. Melhor ainda quando essa detecção ocorre por forma de brincadeiras ou elogios que ultrapassam o limiar do cotidiano, ou seja, quando os "olhinhos brilham". Amar é uma delícia, seja marido ou mulher, seja filhote ou filhota, seja maezona ou paezão e vale até sogrinha e sogrinho.
Assim como qualquer imóvel - a relação interconjugal ou intrafamiliar - precisa de alguns reparos constantemente e podemos dizer que uma reforma também é bem-vinda. Pode ser o maridão mudando o corte de cabelo ou a esposa fazendo uma dietinha escondida (até por que causa muito desconforto emocional não comer o que está afim a hora que quer e na quantidade que deseja, então vira até um pretesto para esconder o mau-humor a dieta, afinal, ele não pediu para que fizesse). Esses pequenos cuidados não são para beneficiar diretamente o respectivo conjuge, mas o próprio, pois de nada adianta uma casa bonita aos olhares dos expectadores externos se mantem internamente poucos móveis e nenhum enfeite, a casa tem que ser um lar quente de amor e felicidade. O mesmo podemos dizer, seriamente, dos papeis dos casais no lar, não que tenha que ser exatamente assim, mas a mulher é quem mantem a ordem estética enquanto o homem tem que estar em dia com a ordem de manutenção da casa (para a casa estar arrumadinha, tudo tem que estar funcionando. Não é novidade para ninguém que quando uma coisa estraga e não se providencia seu conserto, as demais coisas que se estragam vão se acumulando e quando se percebe estão envolvidos numa adaptabilidade que é desconcertante quando alguém vem visitar.
Antes de casar eu conhecia esse conceito, mas não dominava a prática. Hão demais situações as quais eu possuia uma base teórica de funcionamento, mas não percebia em que momento deveria ser aplicado, isso acontece com todo mundo e não reduz a minha culpa. Durante minha infância, minha mãe previu algumas situações - coisas de mãe - e me orientou como deveria proceder assim como um chefe treina seu funcionário, "mas quando um colega te treina é muito melhor". Lembro dos ensinamentos dessa minha mestre do viver, mas me questionava como uma divordiada podia me dar algum exemplo, sendo assim a pior preconceituosa que existe, a que pensa e não assume. O que me tranquiliza para escrever e publicar esse tipo de coisa é saber que minha mãe sabia desse meu preconceito sem que eu percebesse, e me entendia, não por ser minha mãe, mas por se sentir impotente quanto ao fato de não ter conseguido provar suas teses por meio de experimentação, assim me aconselhava de forma empírica apenas por não ter conhecimento referencial, mas dada uma boa conselheira matrimonial na época, hoje ela apenas me escuta. E tem uma agravante, os filhos só escutam as mães quando evidenciam identificação, percebem que os pais já sabem como se faz e já erraran até acertar.
De volta a propriedade privada. Assim com é bom ter alguém para chamar de seu, é bom se sentir de alguém e ser notada (o) por essa pessoa. Melhor ainda quando essa detecção ocorre por forma de brincadeiras ou elogios que ultrapassam o limiar do cotidiano, ou seja, quando os "olhinhos brilham". Amar é uma delícia, seja marido ou mulher, seja filhote ou filhota, seja maezona ou paezão e vale até sogrinha e sogrinho.
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